Saímos às ruas hoje para resgatar a história do nosso povo e do nosso país. Lembramos da parte talvez mais sombria da história do Brasil, e que parece ser
propositadamente esquecida: a Ditadura Militar. Um período onde jovens como nós, mulheres, homens, trabalhadores, estudantes, foram proibidos de lutar por uma vida melhor, foram proibidos de sonhar. Foram esmagados por uma ditadura que cruelmente perseguiu, prendeu, torturou e exterminou toda uma geração que ousou se levantar.
Não deixaremos que a história seja omitida, apaziguada ou relativizada por quem quer que seja. A história dos que foram assassinados e torturados porque acreditavam ser possível construir uma sociedade mais justa é também a nossa história. Nós somos seu povo. A mesma força que matou e torturou durante a ditadura hoje mata e tortura a juventude negra e pobre. Não aceitamos que nos torturem, que nos silenciem, nem que enterrem nossa memória. Não esqueceremos de toda a barbárie cometida.
Temos a disposição de contar a história dos que caíram e é necessário expor e julgar aqueles que torturaram e assassinaram nosso povo e nossos sonhos. Torturadores e apoiadores da ditadura militar: vocês não foram absolvidos! Não podemos aceitar que vocês vivam suas vidas como se nada tivesse acontecido enquanto, do nosso lado, o que resta são silêncio, saudades e a loucura provocada pela tortura. Nós acreditamos na justiça e não temos medo de denunciar os verdadeiros responsáveis por tanta dor e sofrimento.
Convidamos a juventude e toda a sociedade para se posicionar em defesa da Comissão Nacional da Verdade e contra os torturadores, que hoje denunciamos e que vivem escondidos e impunes e seguem ameaçando a liberdade do povo. Até que todos os torturadores sejam julgados, não esqueceremos, nem descansaremos.
Pela memória, verdade e justiça!
Levante Popular da Juventude
“Mas ninguém se rendeu ao sono.
Todos sabem (e isso nos deixa vivos):
a noite que abriga os carrascos,
abriga também os rebelados.
Em algum lugar, não sei onde,
numa casa de subúrbios,
no porão de alguma fábrica
se traçam planos de revolta”.
Pedro Tierra
agencia brasil
http://levante.org.br/wp/
Clipping de notícias sobre os escrachos realizados pelo Levante Popular da Juventude
TV Record:
http://noticias.r7.com/jornal-da-record/videos/edicao/?idmedia=4f70ff2eb51aa10b32e72564
TVT:
http://www.youtube.com/watch?v=gl6uZ792U38
Vídeos Youtube:
Geral:
http://www.youtube.com/watch?v=wjcJcb84_jA
Minas Gerais:
http://www.youtube.com/watch?v=jRo99BCBy9Y
Paraná:
http://youtu.be/4K8At_3-KmI
Pa:
http://www.youtube.com/watch?v=Ka76-tXTYl4
RJ:
http://www.youtube.com/watch?v=i8_kIE8oYMM&feature=related
SP:
http://www.youtube.com/watch?v=-G_ZdvB8hfc
RS:
http://www.youtube.com/watch?v=pOugdI-Uhag
CE:
http://www.youtube.com/watch?v=_rfQRtMmv7c&feature=related
IMPRESSO
Estadão:
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,jovens-protestam-contra-torturadores-,853793,0.htm
Folha de São Paulo:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/33681-jovens-protestam-contra-acusados-de-tortura.shtml
O Globo:
http://www.d24am.com/amazonia/historia/protesto-em-todo-brasil-constrange-militares-da-ditadura/54098
Jornal da Tarde:
http://br.noticias.yahoo.com/jovens-constrangem-militares-policiais-ditadura-205321016.html
Estadão
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,em-protesto-jovens-acusam-ex-delegado-por-crimes-cometidos-na-ditadura,853603,0.htm
Caros amigos
http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/levante-popular-contra-os-torturadores.html
JT:
http://www.jt.com.br/
http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2012/03/27/interna_politica,285608/movimento-popular-da-juventude-pede-punicao-a-torturador-da-ditadura.shtml
Internet
http://www.brasildefato.com.br/
Paulo Henrique Amorin:
http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/03/26/jovens-fazem-atos-contra-torturadores/
AGENCIA BRASIL
HTTP://AGENCIABRASIL.EBC.COM.BR/NOTICIA/2012-03-26/ORGANIZACOES-SOCIAIS-PROTESTAM-CONTRA-ACUSADOS-DE-TORTURA-DURANTE-DITADURA
R7
HTTP://NOTICIAS.R7.COM/BRASIL/NOTICIAS/MANIFESTANTES-FAZEM-ESCRACHO-EM-FRENTE-A-CASA-DE-ACUSADOS-DE-TORTURA-EM-SEIS-ESTADOS-20120326.HTML
BAND
HTTP://WWW.BAND.COM.BR/NOTICIAS/BRASIL/NOTICIA/?ID=100000493686
CAROS AMIGOS
HTTP://CAROSAMIGOS.TERRA.COM.BR/INDEX2/
MSN
HTTP://NOTICIAS.BR.MSN.COM/ARTIGO.ASPX?CP-DOCUMENTID=33023365
JORNAL DO COMERCIO
HTTP://JCONLINE.NE10.UOL.COM.BR/CANAL/MUNDO/BRASIL/NOTICIA/2012/03/26/ORGANIZACOES-SOCIAIS-PROTESTAM-CONTRA-ACUSADOS-DE-TORTURA-37127.PHP
TERRA
HTTP://NOTICIAS.TERRA.COM.BR/BRASIL/NOTICIAS/0,,OI5686008-EI8139,00-MOVIMENTO+PROTESTA+EM+FRENTE+A+CASAS+DE+SUSPEITOS+DE+TORTURA.HTML
PORTAL AZ
HTTP://WWW.PORTALAZ.COM.BR/NOTICIA/GERAL/239948_MOVIMENTO_PROTESTA_EM_FRENTE_A_CASAS_DE_ACUSADOS_DE_TORTURA.HTML
REDE BRASIL ATUAL
HTTP://WWW.REDEBRASILATUAL.COM.BR/TEMAS/CIDADANIA/2012/03/JOVENS-PROTESTAM-CONTRA-MILITARES-ENVOLVIDOS-EM-CASO-DE-TORTURA-DURANTE-A-DITADURA
CORREIO DO BRASIL
HTTP://CORREIODOBRASIL.COM.BR/PROTESTO-EXPOE-ACOES-DA-OPERACAO-CONDOR-NO-BRASIL/415662/
HTTP://CORREIODOBRASIL.COM.BR/NOVO-MOVIMENTO-INICIA-ACOES-CONTRA-ACUSADOS-DE-TORTURAR-PRISIONEIROS-POLITICOS-NA-DITADURA/415407/
DIÁRIO DE SÃO PAULO
HTTP://WWW.DIARIOSP.COM.BR/NOTICIA/DETALHE/16994/SEIS+ESTADOS+PROTESTAM+CONTRA+TORTURADORES
UOL
HTTP://NOTICIAS.UOL.COM.BR/POLITICA/ULTIMAS-NOTICIAS/2012/03/26/MANIFESTANTES-FAZEM-ATOS-DE-ESCRACHO-EM-FRENTE-AS-CASAS-DE-ACUSADOS-DE-TORTURA-EM-SEIS-ESTADOS.HTM
VERMELHO
HTTP://WWW.VERMELHO.ORG.BR/RS/NOTICIA.PHP?ID_SECAO=8&ID_NOTICIA=179112
Exercito Brasileiro
http://www.exercito.gov.br/web/imprensa/resenha?p_p_id=arquivonoticias_WAR_arquivonoticiasportlet_INSTANCE_UL0d&p_p_lifecycle=0&p_p_state =normal&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-3&p_p_col_count=1&_arquivonoticias_WAR_arquivonoticiasportlet_INSTANCE_UL0d_ano=2012&_arquivonoticias_WAR_arquivonoticiasportlet_INSTANCE_UL0d_mes=3&_arquivonoticias_WAR_arquivonoticiasportlet_INSTANCE_UL0d_dia=26&_arquivonoticias_WAR_arquivonoticiasportlet_INSTANCE_UL0d_struts.portlet.action=%2Fview%2Farquivo%21pesquisar&_arquivonoticias_WAR_arquivonoticiasportlet_INSTANCE_UL0d_struts.portlet.mode=view
Consciência NET
www.consciencia.net/levante-contra-a-tortura
SUL 21
http://sul21.com.br/jornal/2012/03/levante-contra-a-tortura-realiza-manifestacao-contra-militares-em-porto-alegre
Senador Cristovão Buarque
http://www.direitoshumanos.etc.br/index.php?option=com_content&view=article&id=13039:protesto-expoe-acoes-da-operacao-condor-no-brasil&catid=19:civil&Itemid=161
BLOG do Rui Falcão
http://ruifalcao.com.br/jovens-protestam-contra-torturadores/
Carta Maior
WWW.CARTAMAIOR.COM.BR/TEMPLATES/MATERIAMOSTRAR.CFM?MATERIA_ID=19837
BLOG do zé Dirceu
http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&&id=14891&Itemid=2
Planeta RECID
http://planeta.recid.org.br/index.php
Correio de Santa Maria
http://correiodesantamaria.com.br/?p=11462
kaosenlared
http://www.kaosenlared.net/america-latina/item/12780-brasillevante-popular-da-juventude-%C3%A0s-ruas.html
BLOG SEMPRE NÔMADE
http://wilsoncaveden.blogspot.com.br/2012/03/levante-popular-da-juventude.html
PRAGMATISMO POLITICO
HTTP://WWW.PRAGMATISMOPOLITICO.COM.BR/2012/03/TORTURADOR-ESCULACHADO-ESCONDE-LISTA-DE-CLIENTES-DA-SUA-EMPRESA.HTML
CLIPPIN GMP
HTTPS://CONTEUDOCLIPPINGMP.PLANEJAMENTO.GOV.BR/CADASTROS/NOTICIAS/2012/3/27/PROTESTOS-CONTRA-SUSPEITOS-DE-TORTURA
Ministério da Defesa
https://www.defesa.gov.br/phocadownload/arquivos_resenha/2012-03-27/resenha%20completa%20-%2027%20mar%202012.pdf
Sites da direita
A verdade sufocada
http://cronicasdoneodo.blogspot.com.br/2012/03/dizem-ser-levante-popular-da-juventude.html
Alerta Total
http://www.alertatotal.net/
OFICIAIS NA RESERVA PROMETEM PROTEGER CLUBE MILITAR CONTRA MANIFESTAÇÃO DO LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE
Secretaria Nacional Consulta Popular
LEVANTE-SE CONTRA O MACHISMO!
Henrique Almeida
Bacharelando em Direito pela UFMG.
Diretor de Relações Públicas do CAAP - UFMG
@henriquepalmeid
Tel. 9124-1800 (Tim)
terça-feira, 5 de junho de 2012
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Desapropriação da Usina Cambahyba!
Toda pessoa que se junta a esta campanha aumenta nossa força de ação. Por favor, separe um minuto para compartilhar este link com todos que você conhece:
http://www.avaaz.org/po/petition/Desapropriacao_da_Usina_Cambahyba/?tta
Vamos fazer a mudança juntos,
Aqui está a petição para encaminhar para seus amigos:
Desapropriação da Usina Cambahyba
No livro “Memórias de uma guerra suja” (Topbooks), o ex-delegado do DOPS Cláudio Guerra denuncia vários crimes da ditadura. O que mais causa indignação é saber que os corpos de dez militantes que lutaram contra o regime militar foram incinerados no forno da Usina Cambahyba, de propriedade de Heli Ribeiro Gomes.
João Batista Rita, Joaquim Pires Cerveira, Ana Rosa Kucinsk Silva e Wilson Silva, David Capistrano, João Massena Melo, Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira, Eduardo Coleia Filho, José Roman e Luiz Ignácio Maranhão Filho tiveram seus corpos incinerados, para que não ficassem vestígios das torturas impostas pela ditadura militar.
Segundo o ex-delegado do DOPS, a Usina, em troca, recebia facilidades como créditos e financiamentos. A Usina Cambahyba, cúmplice da violência do Estado, era beneficiada e protegida.
Prossegue, hoje, a proteção às terras da Usina Cambayba. E a violência continua. O Poder Judiciário
Federal vem impedindo a desapropriação do complexo de 7 fazendas que totalizam 3.500 hectares.
Em 1998, as fazendas da Usina foram consideradas improdutivas e passíveis de desapropriação para fins de Reforma Agrária pelo INCRA, e objeto de um decreto presidencial.
Mas, ao longo desses 14 anos, o Poder Judiciário vem impedindo a desapropriação e promovendo despejos violentos das famílias que reivindicam a terra. No ano 2000, frente à morosidade do INCRA e do Poder Judiciário, 470 famílias organizadas no MST ocuparam o complexo de fazendas da Usina.
No mesmo ano, a Procuradoria da Fazenda Nacional de Campos dos Goytacazes iniciou um processo de arrecadação das terras da Usina, cujas dívidas com a União, ultrapassam R$ 100 milhões. Porém, esta tentativa foi frustrada pelo Governo Federal em 2003/2004, através do Plano de Refinanciamento das Dívidas dos empresários com a União (Refis).
A proteção do Estado ao latifúndio permanece. Em 2006, as Polícias Federal e Militar, por decisão da Justiça Federal de Campos, despejaram com violência famílias que viviam nas terras da Cambahyba. Houve agressões e prisões, casas e plantações foram destruídas.
A história da Usina Cambahyba ilustra o poder do latifúndio em nossa sociedade. É inaceitável que essa violência continue. Por isso, exigimos a imediata desapropriação das terras da Cambahyba para assentamento das famílias.
http://www.avaaz.org/po/petition/Desapropriacao_da_Usina_Cambahyba/?tta
Enviado pela Avaaz em nome da petição de
A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 14 milhões de pessoas que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 13 países de 6 continentes, operando em 15 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter.
Esta mensagem foi enviada para anamibasta@gmail.com. Para entrar em contato com a Avaaz não responda este email, escreva para nós no link www.avaaz.org/po/contact ou ligue para +1-888-922
Toda pessoa que se junta a esta campanha aumenta nossa força de ação. Por favor, separe um minuto para compartilhar este link com todos que você conhece:
http://www.avaaz.org/po/petition/Desapropriacao_da_Usina_Cambahyba/?tta
Vamos fazer a mudança juntos,
Aqui está a petição para encaminhar para seus amigos:
Desapropriação da Usina Cambahyba
No livro “Memórias de uma guerra suja” (Topbooks), o ex-delegado do DOPS Cláudio Guerra denuncia vários crimes da ditadura. O que mais causa indignação é saber que os corpos de dez militantes que lutaram contra o regime militar foram incinerados no forno da Usina Cambahyba, de propriedade de Heli Ribeiro Gomes.
João Batista Rita, Joaquim Pires Cerveira, Ana Rosa Kucinsk Silva e Wilson Silva, David Capistrano, João Massena Melo, Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira, Eduardo Coleia Filho, José Roman e Luiz Ignácio Maranhão Filho tiveram seus corpos incinerados, para que não ficassem vestígios das torturas impostas pela ditadura militar.
Segundo o ex-delegado do DOPS, a Usina, em troca, recebia facilidades como créditos e financiamentos. A Usina Cambahyba, cúmplice da violência do Estado, era beneficiada e protegida.
Prossegue, hoje, a proteção às terras da Usina Cambayba. E a violência continua. O Poder Judiciário
Federal vem impedindo a desapropriação do complexo de 7 fazendas que totalizam 3.500 hectares.
Em 1998, as fazendas da Usina foram consideradas improdutivas e passíveis de desapropriação para fins de Reforma Agrária pelo INCRA, e objeto de um decreto presidencial.
Mas, ao longo desses 14 anos, o Poder Judiciário vem impedindo a desapropriação e promovendo despejos violentos das famílias que reivindicam a terra. No ano 2000, frente à morosidade do INCRA e do Poder Judiciário, 470 famílias organizadas no MST ocuparam o complexo de fazendas da Usina.
No mesmo ano, a Procuradoria da Fazenda Nacional de Campos dos Goytacazes iniciou um processo de arrecadação das terras da Usina, cujas dívidas com a União, ultrapassam R$ 100 milhões. Porém, esta tentativa foi frustrada pelo Governo Federal em 2003/2004, através do Plano de Refinanciamento das Dívidas dos empresários com a União (Refis).
A proteção do Estado ao latifúndio permanece. Em 2006, as Polícias Federal e Militar, por decisão da Justiça Federal de Campos, despejaram com violência famílias que viviam nas terras da Cambahyba. Houve agressões e prisões, casas e plantações foram destruídas.
A história da Usina Cambahyba ilustra o poder do latifúndio em nossa sociedade. É inaceitável que essa violência continue. Por isso, exigimos a imediata desapropriação das terras da Cambahyba para assentamento das famílias.
http://www.avaaz.org/po/petition/Desapropriacao_da_Usina_Cambahyba/?tta
Enviado pela Avaaz em nome da petição de
A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 14 milhões de pessoas que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 13 países de 6 continentes, operando em 15 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter.
Esta mensagem foi enviada para anamibasta@gmail.com. Para entrar em contato com a Avaaz não responda este email, escreva para nós no link www.avaaz.org/po/contact ou ligue para +1-888-922
NORMA BENGELL VIVE SITUAÇÃO DRAMÁTICA EM UMA CADEIRA DE RODAS
Fortaleza, 03 de junho de 2012.
Excelentíssima Senhora Presidenta da República,
Digníssima Dilma Rousseff:
Outro dia li uma matéria, em uma revista, e hoje todos vimos a reportagem, num canal de televisão, sobre o estado de penúria em que se encontra a atriz Norma Bengell.
O Brasil inteiro, neste domingo, 03, com grande espanto, assistiu à entrevista com a atriz que estrelou o filme "Os cafajestes" e tantas e tantas outras fitas importantes.
A estrela que obteve Palma de Ouro, em Cannes, na França, com "O pagador de promessas", promovendo internacionalmente a nossa produção cinematográfica e o próprio Brasil, está - lamentavelmente - na miséria.
De um talento incrível, como atriz, e com uma beleza que lembrava muito bem a francesa Brigitte Bardot, Norma Bengell chegou ainda a dirigir filmes, mas soçobrou nas águas turvas da adversidade.
Envelhecida, solitária, pobre, sem uma aposentadoria, doente e presa a uma cadeira de rodas, sem meios sequer para obter sua alimentação e os remédios necessários, ela está a dever ao Fisco alguns milhões e jamais poderá saldá-los.
Segundo a própria atriz, sua dívida à União, há anos, deu-se por conta de um advogado que a lesou, não lhe pagando os devidos impostos na Receita Federal, embora fosse ele incumbido para tal.
A casa que fora propriedade dela, no momento, acha-se sob a tutela da União e quase todos os pertences de valor que Norma possuía já foram vendidos, até mesmo a mesa, Senhora Presidenta.
Ainda morando na dita casa, mas sem poder vendê-la para manter-se, na compra de remédios e alimentação, verdadeiramente, de sua, apenas lhe resta a cadeira de rodas.
Os amigos que tinha, com raríssimas exceções, inclusive atores e atrizes, fugiram.
Diante de tal quadro de má sorte e de penúria, em nome da misericórida e dos Direitos Humanos mais elementares, Senhora Presidenta, apelamos à sua generosidade que à velha, doente e solitária atriz lhe sejam concedidas: 1º, uma ANISTIA FISCAL, pois, ao menos ao morrer, ela não levará à tumba a pecha de caloteira da União; 2º, uma APOSENTADORIA, ao menos modestamente, já pelos relevantes serviços que a importante atriz prestou às artes cênicas, neste País, divertindo e emocionando o nosso povo brasileiro.
Corta-nos o caração ver uma linda atriz, talentosa e cheia de vida, hoje doente, entrevada e enrugada, a fenecer aos olhos indiferentes dos seus concidadãos. E ela não foi ladra, não participou de mensalão nenhum nem das enxurradas do Sr. Cachoeira.
Por favor, em nome da misericórdia e dos Direitos Humanos mais elementares, sob o império das Leis vigentes na República, Senhora Presidenta Dilma Rousseff, veja com carinho o que é possível fazer pela velha e enferma atriz Norma Bengell.
Meus respeitosos cumprimentos, cara Presidenta.
João Gomes da Silveira
domingo, 3 de junho de 2012
Documentos detalham tortura de mineiros em 69
Carta de Linhares, que será encaminhada à Comissão da Verdade, relata violência contra militantes da esquerda
Um triste e violento capítulo da história política de Minas Gerais começa a ser destrinchado com a divulgação de documentos que comprovam a violência cometida por militares contra militantes de esquerda em 1969, durante a ditadura militar. Denominada Carta de Linhares, ela traz a trajetória de um grupo de resistência, os locais de tortura e os torturadores. O Hoje em Dia teve acesso ao relato, assinado por 12 ex-militantes torturados, e que será enviado à Comissão da Verdade da Presidência da República e ao Ministério Público Federal (MPF).
A iniciativa está sendo encabeçada pelo assessor especial da Comissão da Verdade e do Memorial da Anistia da OAB de Minas, Betinho Duarte. O documento é considerado o primeiro testemunho de torturados que se tornou público. O manuscrito conta que, em 29 de janeiro de 1969, a polícia invadiu um ‘aparelho’ do grupo de esquerda Comando de Libertação Nacional (Colina), na rua Itacarambi, 120, no bairro São Geraldo, na capital.
No momento da prisão, houve troca de tiros e o militante Maurício Vieira de Paiva foi atingido por duas balas. Em seguida, os sete presos que estavam na casa tiveram que encostar em uma parede dos fundos, “sob intenso espancamento, para serem fuzilados pelos policiais”. Temeroso do resultado da diligência, o comandante da operação, Luiz Soares da Rocha, impediu o que seria uma chacina.
Tia dos irmãos Ângelo Pezzuti e Murilo Pinto da Silva, integrantes do Colina, a funcionária aposentada da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Ângela Maria Pezzuti relembra que, depois de passarem por delegacias em BH e pela Polícia do Exército no Rio de Janeiro, os sobrinhos foram enviados para a Penitenciária de Linhares, em Juiz de Fora. A instituição, que abrigava presos comuns, havia sido desocupada para receber todos os presos políticos que ficaram sob a custódia da Justiça Militar.
Foi lá que os detentos se uniram e produziram o chamado “documento de Linhares”, que, em 28 páginas, revela, com riqueza de detalhes, toda a tortura sofrida por cada um dos presos, cita os nomes dos torturadores e descreve os métodos utilizados, como pau de arara, a palmatória e o choque elétrico.O texto denuncia, inclusive, a morte de João Lucas Alves, que foi brutalmente torturado na Delegacia de Furtos e Roubos de BH. No entanto, “os policiais afirmam que João Lucas suicidou-se com sua própria calça”.
Foi Ângela quem primeiro teve acesso ao depoimento, escrito no início de 1970, e o encaminhou ao então ministro da Justiça Alfredo Buzaid. Segundo ela, em uma reunião com o grupo de familiares formado para dar apoio aos presos e denunciar os abusos, um padre chamado Viegas entregou o manuscrito original. Ângela, que respondeu a processo por entrada e saída de documentos da prisão, afirma que não foi ela quem retirou o relato da penitenciária e que desconhece quem o tenha feito. “O documento correu o mundo, a vigilância em Linhares passou a ser mais rigorosa e o original não existe mais”, contou.
Fachada da casa no bairro São Geraldo, em BH, na qual foram presos os militantes de esquerda em 69
Sheila Oliveira - Do Hoje em Dia - 3/06/2012 - 09:14
http://hj.digitalpages.com.br/sharings/e5a4652546515fb78fd5
Carta de Linhares, que será encaminhada à Comissão da Verdade, relata violência contra militantes da esquerda
Um triste e violento capítulo da história política de Minas Gerais começa a ser destrinchado com a divulgação de documentos que comprovam a violência cometida por militares contra militantes de esquerda em 1969, durante a ditadura militar. Denominada Carta de Linhares, ela traz a trajetória de um grupo de resistência, os locais de tortura e os torturadores. O Hoje em Dia teve acesso ao relato, assinado por 12 ex-militantes torturados, e que será enviado à Comissão da Verdade da Presidência da República e ao Ministério Público Federal (MPF).
A iniciativa está sendo encabeçada pelo assessor especial da Comissão da Verdade e do Memorial da Anistia da OAB de Minas, Betinho Duarte. O documento é considerado o primeiro testemunho de torturados que se tornou público. O manuscrito conta que, em 29 de janeiro de 1969, a polícia invadiu um ‘aparelho’ do grupo de esquerda Comando de Libertação Nacional (Colina), na rua Itacarambi, 120, no bairro São Geraldo, na capital.
No momento da prisão, houve troca de tiros e o militante Maurício Vieira de Paiva foi atingido por duas balas. Em seguida, os sete presos que estavam na casa tiveram que encostar em uma parede dos fundos, “sob intenso espancamento, para serem fuzilados pelos policiais”. Temeroso do resultado da diligência, o comandante da operação, Luiz Soares da Rocha, impediu o que seria uma chacina.
Tia dos irmãos Ângelo Pezzuti e Murilo Pinto da Silva, integrantes do Colina, a funcionária aposentada da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Ângela Maria Pezzuti relembra que, depois de passarem por delegacias em BH e pela Polícia do Exército no Rio de Janeiro, os sobrinhos foram enviados para a Penitenciária de Linhares, em Juiz de Fora. A instituição, que abrigava presos comuns, havia sido desocupada para receber todos os presos políticos que ficaram sob a custódia da Justiça Militar.
Foi lá que os detentos se uniram e produziram o chamado “documento de Linhares”, que, em 28 páginas, revela, com riqueza de detalhes, toda a tortura sofrida por cada um dos presos, cita os nomes dos torturadores e descreve os métodos utilizados, como pau de arara, a palmatória e o choque elétrico.O texto denuncia, inclusive, a morte de João Lucas Alves, que foi brutalmente torturado na Delegacia de Furtos e Roubos de BH. No entanto, “os policiais afirmam que João Lucas suicidou-se com sua própria calça”.
Foi Ângela quem primeiro teve acesso ao depoimento, escrito no início de 1970, e o encaminhou ao então ministro da Justiça Alfredo Buzaid. Segundo ela, em uma reunião com o grupo de familiares formado para dar apoio aos presos e denunciar os abusos, um padre chamado Viegas entregou o manuscrito original. Ângela, que respondeu a processo por entrada e saída de documentos da prisão, afirma que não foi ela quem retirou o relato da penitenciária e que desconhece quem o tenha feito. “O documento correu o mundo, a vigilância em Linhares passou a ser mais rigorosa e o original não existe mais”, contou.
Fachada da casa no bairro São Geraldo, em BH, na qual foram presos os militantes de esquerda em 69
Sheila Oliveira - Do Hoje em Dia - 3/06/2012 - 09:14
http://hj.digitalpages.com.br/sharings/e5a4652546515fb78fd5
O video descreve encontro dos protagonistas da tentativa de realização do III Encontro Nacional de Estudantes em Belo Horizonte, 04 de junho de 1977.O III ENE visava preparar a reconstrução da União Nacional dos Estudantes (UNE) colocada na ilegalidade pela ditadura. Vislumbra os acontecimentos de 1977 onde o regime militar tornou BH praça de guerra lançando seu aparato repressivo para impedir o Encontro, invadindo casas, igrejas e o campus da UFMG, prendendo centenas de estudantes vindos de todo o Brasil. Tenta vincular os feitos do movimento estudantil de então à melhor simbologia da cidade e às realizações posteriores que a refundaram nas últimas décadas.
Este é um trailer. O DVD, 59 minutos, pode ser solicitado através do e-mail jacabral@uol.com.br.
sábado, 2 de junho de 2012
CONGRESSO JUSTIÇA DE TRANSIÇÃO
Por um Estado Democrático de Direito
Faculdade de Direito -UFMG
29 de maio de 2012.
Conferência de Abertura: Do Brasil autoritário para um Brasil Democrático: O processo de transição brasileiro
Marcelo Catttoni, Nilmário Miranda,Carlos Delamonica, BETINHO DUARTE,Helena Delamonica,Paulo Abrão e Emílcio.
Por um Estado Democrático de Direito
Faculdade de Direito -UFMG
29 de maio de 2012.
Conferência de Abertura: Do Brasil autoritário para um Brasil Democrático: O processo de transição brasileiro
Marcelo Catttoni, Nilmário Miranda,Carlos Delamonica, BETINHO DUARTE,Helena Delamonica,Paulo Abrão e Emílcio.
CONGRESSO JUSTIÇA DE TRANSIÇÃO
Por um Estado Democrático de Direito
Faculdade de Direito -UFMG
29 de maio de 2012.
Conferência de Abertura: Do Brasil autoritário para um Brasil Democrático: O processo de transição brasileiro
Marcelo Catttoni, Nilmário Miranda,Carlos Delamonica, BETINHO DUARTE,Helena Delamonica, Paulo Abrão e Emílcio.
Por um Estado Democrático de Direito
Faculdade de Direito -UFMG
29 de maio de 2012.
Conferência de Abertura: Do Brasil autoritário para um Brasil Democrático: O processo de transição brasileiro
Marcelo Catttoni, Nilmário Miranda,Carlos Delamonica, BETINHO DUARTE,Helena Delamonica, Paulo Abrão e Emílcio.
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