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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013


Assunto: REPRESENTAÇÃO VISANDO APURAÇÃO DA BANALIZAÇÃO DO CONSUMO DE RIVOTRIL EM MINAS GERAIS

Belo Horizonte 28 de janeiro de 2013.

À Exª Srª
Drª SILMARA CRISTINA GOULART
DDª Procuradora Regional do Direito do Cidadão
Ministério Público Federal
NESTA 

Douta Procuradora,

O jornal ESTADO DE MINAS publicou no dia 25 de janeiro de 2013, no caderno GERAIS, reportagem intitulada: O CALMANTE VIROU FEBRE.
Esta reportagem causou um impacto fortíssimo, pois fornece dados surpreendentes e preocupantes, indicando que nossa sociedade está doente.
Segundo a reportagem, o uso de RIVOTRIL explodiu na rede pública das 10 cidades avaliadas, que, juntas, consumiram mais de 15 milhões de comprimidos em 2012, distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A cidade de Bonfim, com apenas 6.800 habitantes, foi a maior consumidora deste medicamento.
 O mais preocupante é que crianças estão ficando viciadas em RIVOTRIL. Segundo o jornal,Gesiane de Oliveira, dona de casa, moradora de Piedade das Gerais, disse: “Meu filho Rômulo, de 9 (nove) anos de idade, teve diagnóstico de depressão. Os médicos receitaram RIVOTRIL, ele está dormindo bem e não chora tanto”. Indagamos  se é mesmo depressão ou se ele não está sendo dopado.
Outros depoimentos:
“Se me tirarem essa droga, não dormiria nunca mais. Sou viciada.” Avisa Luciana Vieira, de 34 anos, moradora de Bonfim, na Grande BH. Ela toma o remédio desde 2007, quando apresentou sintomas de depressão. “Não conseguia dormir, ficava ansiosa e muito triste. Desde então, tomo dois comprimidos toda noite”, conta. Ela diz que há algum tempo a medicação passou a não fazer efeito e o médico optou por outros antidepressivos associados ao Rivotril. “Aqui na cidade todos tomam. Não temos muito o que fazer, não há lazer para nós”, reclama Luciana, preocupada com os  efeitos da medicação. “Outro dia, não sentia mais os meus braços”.
Nelson Parreiras Lara, de 57 anos, também morador de Bonfim, conta que há seis anos toma a medicação e tem aumentado o uso. Hoje toma quatro por dia. Ele mostra os pés inchados que, segundo ele, são resultado dos comprimidos. 
Solicitamos apuração deste fato e consequente responsabilização, tendo em vista que este medicamento é controlado e portanto só pode ser adquirido com receita específica. A dependência ao RIVOTRIL,  segundo especialistas, é maior ou semelhante ao uso do álcool e à cocaína. Uma caixa de RIVOTRIL com 30 comprimidos custa muitas vezes menos de R$ 10,00 e uma pedra de crack custa R$5,00. Todos nós sabemos que uma droga pode ser o caminho para o uso de outra. Muitos começam a fumar maconha, depois passam pelo uso de cocaína e acabam no crack, que já se tornou epidemia nacional, atingindo todas as camadas sociais e faixas etárias. Segundo o Dr. Paulo Repsold, diretor da Associação Mineira de Psiquiatria o RIVOTRIL vicia muito rápido: “Ele é mais fácil de viciar do que o álcool e a cocaína. O paciente  não pode largar a medicação de uma hora para outra, pois entra em síndrome  de abstinência”.
Gostaríamos de saber:
1 - se este remédio está sendo vendido com receita;
2 - quem está vendendo;
3 - se a população está refém do chamado câmbio negro, de traficantes, vendedores ambulantes e de órgãos públicos;
4 - qual o tipo de fiscalização que está sendo exercida;
5 – por que estas cidades são grandes consumidoras deste medicamento;
6 - quem está ganhando com a comercialização;
7 - qual a iniciativa das autoridades locais (promotores públicos, prefeitos, secretários de saúde, polícia) com relação a esse fato;
8 – por que os conselhos regionais de farmácia e medicina não tomaram nenhuma providência;
9 – por que o promotor público de Bonfim, Dr. André Luís Machado Arantes, não agiu rapidamente;
10 _ se as crianças que estão usando  RIVOTRIL  não estão sendo vitimas  da falta de entendimento os pais sobre as indicações e contra indicações ou mesmo se elas estão sendo “dopadas” para não atrapalharem os adultos nas suas atividades como trabalho e lazer.
Como sempre, somente depois que o problema torna-se gravíssimo é que  desperta a atenção de determinados órgãos.
A participação do Ministério Público Federal é de fundamental importância, pois além de apurar, pode denunciar os responsáveis e também propor soluções.
No Brasil é assustador  o faturamento com a venda de antidepressivos, em 2012 chegou a 1,85 bilhões de reais.
Sugiro que a Polícia Federal também seja acionada imediatamente para facilitar nas investigações.

Em anexo as reportagens publicadas pelo jornal ESTADO DE MINAS dos dias 25, 26 e 27  de janeiro de 2013. 
site;




atenciosamente,
  

BETINHO DUARTE

sábado, 16 de junho de 2012

ANNE FRANK ESTÁ MORRENDO EM ISRAEL:



Crianças palestinas entram em greve de fome



Elas protestam contra as péssimas condições da prisão israelense em que se encontram e contra os maus tratos a que são submetidas

]Vinte crianças palestinas lançaram na terça-feira, 12 de junho, uma greve de fome aberta (sem data para acabar) em protesto contra as condições e os maus tratos a que são submetidas na prisão de Hasharon, em Israel. A informação é de Ahmed Lafi, 17 anos, porta-voz informal dos grevistas. Ele conversou com o ministro das relações prisionais de Gaza e denunciou que as crianças presas não podem nem mesmo visitar umas às outras e estão proibidas de estudar.


“Os administradores de Hasharon continuam a nos torturar e humilhar, apesar das promessas contidas no acordo assinado com os presos adultos que estavam em greve de fome”, denunciou Ahmed, acrescentando que as crianças que reivindicam seus direitos são colocadas em solitárias.


Ele também disse que os meninos são submetidos aos “mais terríveis métodos de tortura” para confessar atos que eles não praticaram, o que viola a legislação internacional e as convenções sobre os direitos das crianças.


Hoje existem 190 menores nas prisões israelenses e todos eles passam pelos mesmos problemas: tortura, comida insuficiente, provocações, revistas nas celas, negligência médica e proibição ao estudo.
http://www.brasildefato.com.br/node/9832

Baby Siqueira Abrão*

Correspondente no Oriente Médio
15/06/2012
* Com informações do Palestinian Information Center, de Gaza.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

COM FOME DE ATENÇÃO


Ajude a reescrever a história da desnutrição no mundo


A ajuda alimentar internacional que hoje é oferecida aos países atingidos pela desnutrição inclui alimentos de pouco valor nutritivo, o que pode comprometer a vida e futuro de 195 milhões de crianças ao redor do mundo. Mas você pode ajudar a reverter essa situação.


Assine a petição "Com Fome de Atenção" e peça aos países doadores de ajuda alimentar, inclusive o Brasil, que forneçam alimentos adequados para as crianças abaixo dos dois anos de idade.

A petição "Com Fome de Atenção" (Starved for Attention) faz parte de uma campanha de Médicos Sem Fronteiras com a agência VII Photo que questiona o atual sistema internacional de ajuda alimentar e apresenta uma nova perspectiva sobre a desnutrição.

Apesar de poder ser prevenida e tratada, a desnutrição continua a levar milhões de crianças à morte todos os anos.

Como você pode ajudar

Quanto mais pessoas aderirem a esta campanha, mais forte será a nossa voz. Ajude-nos a divulgar essa mensagem.



Compartilhe no facebook

Assine a petição "Com Fome de Atenção". Junto com Médicos Sem Fronteiras, peça aos governos que deixem de oferecer alimentos com baixo valor nutricional a crianças pequenas que sofrem de desnutriçãoAcabei de assistir a um filme da FAMINTOS POR ATENÇÃO - Starved For Attention, uma das 195 milhões de histórias de desnutrição que acontecem a cada ano. Assista aos filmes e me ajude a reescrever a história.

http://bit.ly/195mill



Acabei de assinar o abaixo-assinado da Starved For Attention para reescrever a política de auxílio alimentar e 195 milhões de histórias de desnutrição. Faça alguma coisa agora

 http://bit.ly/195mill


TwitterTweet


Eu assinei a petição #STRVD para reescrever 195 milhões de histórias de desnutrição.

 http://bit.ly/195mill


Tweet


Assista a um filme #STRVD. 1 dentre 195 milhões histórias de desnutrição. Vamos reescrever a história.
 
 http://bit.ly/195mill

sábado, 7 de agosto de 2010

MANIFESTO PELO FIM DA PUBLICIDADE E DA COMUNICAÇÃO MERCADOLÓGICA

Em defesa dos diretos da infância, da Justiça e da construção de um futuro mais solidário e sustentável para a sociedade brasileira, pessoas, organizações e entidades abaixo assinadas reafirmam a importância da proteção da criança frente aos apelos mercadológicos e pedem o fim das mensagens publicitárias dirigidas ao público infantil.

A criança é hipervulnerável. Ainda está em processo de desenvolvimento bio-físico e psíquico. Por isso, não possui a totalidade das habilidades necessárias para o desempenho de uma adequada interpretação crítica dos inúmeros apelos mercadológicos que lhe são especialmente dirigidos.


Consideramos que a publicidade de produtos e serviços dirigidos à criança deveria ser voltada aos seus pais ou responsáveis, estes sim, com condições muito mais favoráveis de análise e discernimento. Acreditamos que a utilização da criança como meio para a venda de qualquer produto ou serviço constitui prática antiética e abusiva, principalmente quando se sabe que 27 milhões de crianças brasileiras vivem em condição de miséria e dificilmente têm atendidos os desejos despertados pelo marketing.


A publicidade voltada à criança contribui para a disseminação de valores materialistas e para o aumento de problemas sociais como a obesidade infantil, erotização precoce, estresse familiar, violência pela apropriação indevida de produtos caros e alcoolismo precoce.


Acreditamos que o fim da publicidade dirigida ao público infantil será um marco importante na história de um país que quer honrar suas crianças.


Por tudo isso, pedimos, respeitosamente, àqueles que representam os Poderes da Nação que se comprometam com a infância brasileira e efetivamente promovam o fim da publicidade e da comunicação mercadológica voltada ao público menor de 12 anos de idade.

http://publicidadeinfantilnao.org.br/

ÚLTIMAS ASSINATURAS


Betinho Duarte

Tania Mara Sousa Doro

Miriam Carla Piccin

Luiz Antonio Gurgel De Oliveira

Fernanda Galindo Araújo

Lucas Slater

Fabio Xavier De Lima

Beatriz Graetz N. De Almeida

Felipe Vieira De Souza

Adriana Oliveira Dos Santos E Sá De Souza

Maria Amelia Otton

Andréa Guimarães

Maíra Bastos Cacace Nakashima

Cláudia Beatriz De Miéres Fraga De Almeida

Francisco Flavio De Almeida

Aline Kemp Gorlich

Tiel Lieder Del Valhe Santos

Jaqueline Neyre Raupp

Leticia Cotrim Da Cunha

Fernanda Ribeiro De Souza

Esther Oliveira Alcantara

Gabriela Carmen De Lima Martinez

Lucila Zorzato

Ricardo Farias Jr

Vladimir Cavarzan

Viviane Regina Rocha

Elizete Paulo

Paulo Fernando Otton

Marcelo Luís Lopes Dos Santos

Andréa Carla Carvalho Rodrigues

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

EM DEFESA DAS NOSSAS CRIANÇAS E FILHOS

Entidades enviam carta para a AGU em apoio à Resolução n° 24 da Anvisa


04/08/2010


No dia 29 de junho, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou a Resolução n° 24, que regulamenta a publicidade de alimentos com alto teor de açúcar, gorduras e sódio e de bebidas com baixo teor nutricional, determinando que a publicidade desses produtos sejam acompanhadas de alertas para possíveis riscos à saúde no caso de consumo excessivo.


A ampla repercussão da publicação da norma levou o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) a questionar a Advocacia Geral da União (AGU) sobre a legitimidade da resolução. Em resposta, a AGU recomendou que a Anvisa suspenda a nova regra, pedido que está tramitando na agência.


Em reação, entidades e organizações não-governamentais ligadas à defesa do consumidor e à alimentação saudável elaboraram uma carta de apoio à Anvisa e uma em protesto à recomendação da AGU. Assinada pelo Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), pela ASBRAN (Associação Brasileira de Nutrição), pelo FBSSAN (Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional), pelo Conselho Federal de Nutricionistas e pelo OPSAN (Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição da Universidade de Brasília), a carta refuta a argumentação da AGU de que a Anvisa teria ultrapassado sua competência legal para editar a Resolução.


Apesar das ressalvas ao texto final da resolução da Anvisa, que deixou de regular a publicidade de alimentos dirigida às crianças, as regras representam um avanço significativo para a sociedade brasileira, pois seguem uma tendência mundial ao reconhecer a forte influência da comunicação mercadológica desses produtos no aumento do número de casos de obesidade e outras doenças crônicas.


Na mesma linha, a Consumers International (CI), federação que reúne 220 entidades de defesa do consumidor de todo o mundo, enviou em 19 de julho uma carta para a AGU em apoio à Resolução 24/2010.


A publicidade direcionada ao público infantil


Ao não regulamentar a publicidade de alimentos não saudáveis para crianças, a Anvisa desconsiderou as recomendações da OMS, aprovadas em 20 de maio deste ano por 27 países, incluindo o Brasil, que afirma que os governos têm a responsabilidade de desenvolver políticas públicas para reduzir o impacto do marketing de alimentos e bebidas com baixo teor nutricional nas crianças.


No dia 26 de julho, a Ofcom, autoridade competente pela regulação das indústrias de comunicação do Reino Unido, publicou pesquisa que afirma que, desde 2005, a exposição do público infantil a publicidades de produtos com alta quantidade de gordura, sal ou açúcar caiu em 37% devido às restrições da entidade às publicidades desses produtos. As restrições do órgão, implantadas entre abril de 2007 e janeiro de 2009, baniram essas publicidades de programas infantis na maioria dos canais, assim como o uso de personagens licenciados e celebridades populares com crianças em ações promocionais de alimentos não saudáveis.


Participe


Além das entidades que iniciaram a campanha a favor da Resolução nº 24 da Anvisa, outras organizações já enviaram cartas à AGU: Ministérios Públicos da Bahia e do Espírito Santo, Movimentos de Donas de Casa e Consumidores do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais. Muitos cidadãos também têm se engajado. Você também pode fazer a sua parte!


Para participar, envie a carta abaixo aos seguintes e-mails:


Advocacia Geral da União - gabinete.ministro@agu.gov.br


Cópias para:


Ministro da Saúde - José Gomes Temporão - gabmin@saude.gov.br


Diretores da Anvisa


Dirceu Raposo de Mello-presidencia@anvisa.gov.br


Maria Cecília Brito - dimcb@anvisa.gov.br


José Agenor Álvares da Silva - diage@anvisa.gov.br


Dirceu Brás Aparecido Barbano - didbb@anvisa.gov.br


Agnelo Santos Queiroz Filho - diasq@anvisa.gov.br


Ministra da Casa Civil - Erenice Alves Guerra - casacivil@planalto.gov.br


Conselho Nacional de Saúde - Francisco Batista Junior - presidencia.cns@saude.gov.br






CARTA DE APOIO A RDC 24 DA ANVISA QUE REGULA PUBLICIDADE DE ALIMENTOS QUE FAZEM MAL À SAÚDE


Venho manifestar, enquanto cidadão brasileiro, meu apoio a Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) n.º 24/2010, norma publicada pela Anvisa que versa sobre a oferta, propaganda, publicidade, informação e outras práticas correlatas cujo objetivo seja a divulgação e a promoção comercial de alimentos considerados com quantidades elevadas de açúcar, de gordura saturada, de gordura trans, de sódio, e de bebidas com baixo teor nutricional.


Manifesto-me contrario (a) à recomendação da Advocacia Geral da União, publicada em seu site, solicitando a suspensão da referida norma. A Constituição Federal dá competência e poder ao Executivo para regular os assuntos que afetam os direitos fundamentais, como saúde e alimentação.


A inovação dessa nova regra da ANVISA representa um significativo avanço para a sociedade brasileira, que segue uma tendência mundial ao reconhecer a forte influência da comunicação mercadológica no aumento do número de casos de obesidade e doenças crônicas relativas ao consumo excessivo de sal, açúcar e gorduras.


Ficamos na expectativa de que a AGU manifeste-se favoravelmente à validade e legitimidade dessa norma.


Atenciosamente,


Nome e estado




Resolução n° 24 da Anvisa:


http://www.alana.org.br/banco_arquivos/arquivos/docs/acoes/consulta-public-anvisa/docs/Resolucao%2024%20Anvisa%20propaganda%20de%20alimentos2.pdf




Carta das entidades da sociedade civil a AGU:


http://www.alana.org.br/banco_arquivos/arquivos/docs/acoes/consulta-public-anvisa/docs/Carta_AGU_14.07.2010.PDF




Para ler a carta da Consumers International, clique aqui:


http://www.idec.org.br/pdf/carta-ci-agu-publicidade.pdf


Para a pesquisa completa da Ofcom, siga o link abaixo:


http://stakeholders.ofcom.org.uk/market-data-research/tv-research/hfss-final-review/


Carta de diversas entidades da sociedade civil a Anvisa, pedindo artigos específicos sobre o público infantil:


http://www.alana.org.br/banco_arquivos/arquivos/docs/acoes/consulta-public-anvisa/docs/Manifestacao_ANVISA_14.07.2010.PDF