quarta-feira, 3 de agosto de 2011

NÚCLEO MEMÓRIA

Companheir@s e Amig@s,



Queriamos anunciar a todos vocês que o nosso website

www.nucleomemoria.org.br

foi atualizado há uma semana e, o que é mais importante, traz novas postagens, quase diárias, de notícias, textos, fotos e vídeos.


Esperamos que vocês possam nos visitar com frequência, para assim acompanhar, em qualquer lugar onde estejam, as nossas mais recentes atividades e a nossa programação para o futuro.
Pedimos a todos que sempre que queiram, que manifestem sua opinião, palpite e contribuição, para que o site possa responder aos anseios daqueles (principalmente dos jovens) que nos procuram, em busca de se atualizar a respeito da nossa luta constante pela preservação da Memória Política e resgate da nossa História.


Estamos, também, em fase de finalização de um folder institucional, com as informações mais relevantes sobre nossas atividades e propósitos, que distribuiremos nos nossos Sábados Resistentes e demais atividades.


Agradecemos a todos aqueles que nos incentivam a continuar o nosso trabalho.
O apoio de cada um de vocês é fundamental!


Obrigado,


M.Politi

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Frei LEONARDO BOFF e a TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO

http://www.youtube.com/watch?v=9hR0-0VGrIU


http://www.youtube.com/watch?v=tzXfelXjcFA&feature=related


http://www.youtube.com/watch?v=hlKj0rHDLI0&feature=related


http://www.youtube.com/watch?v=hb980XGBQVk&feature=related


http://www.youtube.com/watch?v=BISLBrgUOok&feature=related

“Existem nas recordações de todo homem coisas que ele só revela aos amigos. Há outras que não revela mesmo aos amigos, mas apenas a si próprio, e assim mesmo em segredo. Mas também há, finalmente, coisas que o homem tem medo de desvendar até a si próprio…” (Dostoiévski)

BAILE DA SAUDADE

Baile da Saudade (Show)




Olha que máximo! É só clicar em cima do nome da música aumentar o volume e aguardar pra ouvir!!...música originais, algumas tão antigas como a história . Divirtam-se!



Desenho de Deus (2006) Dandara(2005) Mulher Ideal(2002) Eu Sei (2004) Meu Ébano(2005) Passarela no ar(2006) Por mais que eu tente(2005) Se não é amor(2005) Epitáfio(2001) A Miragem (2001) A Loba(2001) Se quer saber (2002) Amor e Sexo(2003) As Loucuras de uma Paixão(1997) Vê se me erra(1992) Devagar...Devagarinho(1995) Dois(1997) A canção tocou na hora errada(1999) Mal Acostumado(1998) Paratodos(1993) Espanhola(1999) Partituras(1995) Sonhos(1994) Tem coisas que a gente não tira do coração(1996) Chama da Paixão(1994) Sol de Primavera(1994) Lenha(1999) Mulheres(1998) SE(1992) Beija eu (1991) O Canto da Cidade(1992) Nobre Vagabundo(1996) Recado(1990) Encontro das Águas(1993) Sozinho(1999) Ta na Cara(1998) Resposta ao Tempo(1998) Ainda lembro(1994) Nuvens(1995) Dez a Um(1997) Bem Querer(1998) Caça e Caçador(1997) Alma Gêmea(1995) Quem é Você(1995) Um Dia de Domingo(1985) Coração de Estudante(1983) Momentos(1983) Quarto de Hotel(1980) Se eu quiser falar com DEUS(1980) Meu Bem Meu Mal(1981) Você é Linda(1983) Baila Comigo(1980) Vai Passar(1984) Menino do Rio(1980) Oceano(1989) Fonte da Saudade(1980) Conselho(1986) Alma(1982) Mel na Boca(1985) Saigon(1989) De volta pro meu aconchego(1985) Faz parte do meu show(1988) Só Pra Contrariar(1986) Um Homem também chora(1983) Deslizes(1989) Bilhete(1980) Balada do Louco(1982) Viajante(1989) Um certo alguém(1983) Purpurina (1982) Verde(1985) O que é o que é (1982) Me dê Motivo(1983) Lança Perfume(1980) Estranha Loucura(1987) Tiro ao Álvaro(1980) Anos Dourados(1986) Caçador de mim(1980) Agonia(1980) Meu Bem Querer(1980) Ao que vai chegar(1984) Como Uma Onda(1983) Tudo com você(1983) Paixão(1981) Codinome Beija Flor(1985) Samba pra Vinicius(1980) Papel Machê (1984) Judia de Mim(1986) Brasil (1988) Ontem (1988) Encontros e Despedidas(1985) Nos bailes da vida(1981) Samurai(1982) O Caderno(1983) Pedacinhos(1983) O último romântico(1984) Cama e Mesa(1984) Todo o Sentimento(1987) Apesar de Você (1972) Grito de Alerta (1979) Naquela Mesa (1970) Detalhes (1970) Gabriela(1975) Gostava Tanto de Você(1973) Tigresa(1977) Coisinha do Pai(1979) Quando eu me chamar Saudade(1974) Canta Canta minha gente(1974) Foi um Rio que passou em minha vida(1970) Cio da Terra(1976) Juízo Final(1976) O Mar Serenou(1975) Gota D'Agua(1976) Não deixe o samba morrer(1975) Viagem(1973) Sufoco(1978) Bandolins(1979) Atrás da Porta(1972) Argumento(1975) Regra Três(1973) A paz do meu amor(1974) Toada(1979) Meu mundo e nada mais(1976) Você abusou(1971) Tristeza pé no chão(1972) Rosa de Hiroshima(1973) Valsinha(1971) Retalhos de cetim(1973) Águas de Março (1972) Começar de Novo ( 1978) Loucura (1979) Começaria Tudo Outra Vez(1976) Foi Assim (1977) Outra Vez(1977) Café da Manhã (1978) Folhas Secas(1973) Só Louco(1976) 1.800 Colinas(1974) Dança da Solidão(1972) Olho por Olho(1977) Conto de Areia(1974) A Deusa dos Orixás(1975) Alvorada no Morro(1973) Pra Você(1972) Os Amantes(1977) O Surdo(1975) Pedaço de Mim(1979) To Voltando(1979) Pela Luz dos Olhos Teus(1977) Se queres saber(1977) O Bêbado e a Equilibrista(1979) Wave(1977) Você(1974) Canto das Três Raças(1974) Desabafo(1979)Samba de Orly(1971) Seu Corpo(1975) Madalena(1970) Samba de uma Nota Só ( 1960) Disparada(1965) Travessia( 1967) Matriz ou Filial ( 1964) Trem das Onze (1965) Viola Enluarada (1967) A Banda (1965) Cantiga por Luciana ( 1969) Carolina (1967) Festa de Arromba ( 1964) Hoje (1966) Upa Neguinho (1967) Prova de Fogo (1967) Samba do Avião(1967) Noite dos Mascarados(1967) Laranja Madura (1966) Mas que nada(1963) País Tropical(1969) Modinha(1968) Poema do Adeus(1961) Sem Fantasia(1967) Estão voltando as flores (1961) Samba em preludio(1962) Negue (1960) Garota de Ipanema ( 1962) Apelo(1967) O Barquinho ( 1961) Gente Humilde ( 1969) Minha Namorada (1962) Arrastão(1965) Alegria Alegria (1967) Caminhando (1968) Você passa eu acho graça(1968) Namoradinha de um amigo meu(1965) A Flor e o Espinho ( 1964) Preciso aprender a ser só(1965) Volta por cima(1962) Mulher de Trinta(1960) A Praça(1967) Chove Chuva(1963) Brigas(1966) Fotografia(1967) Andança(1968) Roda Viva(1967) Samba do crioulo doido(1968) Ninguém Me Ama( 1952) Eu Sei Que Vou Te Amar (1958) Saudosa Maloca ( 1955) Chega de Saudade ( 1958 ) Conceição( 1956) Desafinado (1958) Esse seu olhar(1959) Iracema(1956) Dindi(1959) Ronda(1953) Evocação nº1(1957) Eu não existo sem você(1958) A Noite Do Meu Bem(1959) Se Todos Fossem Iguais a Você(1957) Castigo( 1958) Ouça( 1957) Lábios de Mel ( 1955) Molambo( 1953 ) Estrela do Mar(1952) Tereza da praia(1954) Alguém como tu(1952) Evocação nº2(1958) E daí?(1959) A Deusa da Minha Rua ( 1940) Chuvas de Verão (1949) Copacabana ( 1947) Amélia(1941) Adeus -Cinco Letras que choram-( 1947) Última Inspiração ( 1940) Marina( 1947) Ave Maria no Morro (1942) Eu sonhei que tu estavas tão linda (1942) Atire a Primeira Pedra ( 1944) Brasileirinho( 1949) Mensagem ( 1946) Velho Realejo( 1940) Caminhemos( 1947).

PUNIÇÃO AOS TORTURADORES

Vítimas da ditadura pedem que governo entre na luta para punir torturadores



Gestão de Dilma Rousseff parece decidida a acatar sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, mas deixa ao Judiciário punição a agentes do regime autoritário


São Paulo – A audiência ocorrida esta semana para ouvir testemunhas em ação movida contra o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra voltou a levantar pedidos para que o governo Dilma Rousseff assuma uma posição a favor da punição de agentes da ditadura (1964-85). Apesar de o Executivo mostrar-se favorável à instalação da Comissão de Verdade e da localização de corpos de desaparecidos políticos, parentes de vítimas esperam bem mais.


A princípio, o Supremo Tribunal Federal (STF) afastou a possibilidade de condenação penal em 2009, quando pontuou que a Lei de Anistia de 1979 havia sido fruto de amplo acordo da sociedade e, portanto, abarcava também as violações de direitos humano cometidas por agentes a serviço do Estado. "A decisão do STF tornou inimputável qualquer um deles", analisa Nilmário Miranda, presidente da Fundação Perseu Abramo e ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. "Por enquanto, a realidade é essa. Infelizmente. Mas esta não é a última página. Está longe de ser a última página", defende.


Por isso, a família de Luiz Eduardo da Rocha Merlino ingressou com processo contra Ustra no âmbito cível, visando ao pagamento de danos morais – que seria revertido a organizações não governamentais em caso de vitória – e principalmente à declaração de que o militar foi o responsável por tortura e morte do militante.


"As experiências de outros países nos mostram que quando há uma condenação moral e se tem uma Comissão da Verdade, existe a possibilidade de que se faça justiça. Não quer dizer que será assim, mas pode ser", analisa o pesquisador José Luiz del Roio, que migrou para o exílio na década de 1970.
Falta uma definição interna sobre a real validade da decisão do STF. A Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou o Brasil em 2010 no caso da Guerrilha do Araguaia e indicou que a anistia não deveria servir de pretexto para deixar de punir torturadores. O entendimento da entidade, que integra a Organização dos Estados Americanos (OEA), é o de que violações aos direitos humanos são crimes imprescritíveis, uma situação reforçada pelo fato de os corpos de muitas vítimas dos militares seguirem desaparecidos – como não há prova da morte, significa que continuam sequestrados pelas Forças Armadas.


No papel, o Direito Internacional prevalece sobre a legislação brasileira, ou seja, há espaço para solicitar a condenação penal de agentes do regime autoritário. O STF, no entanto, resiste a rever sua posição para que fique em sintonia com a jurisdição externa. Titular da Secretaria de Direitos Humanos durante parte do governo Lula, o ex-ministro Paulo Vannuchi tem ressaltado que os ministros da corte máxima podem optar entre admitir a mudança agora ou mais tarde, não havendo possibilidade de ignorar a decisão da OEA. "A questão da impunidade é inegociável em uma nação democrática. O que está em discussão e pode ser negociado é o tipo de punição", pondera. Ele evita tecer comentários sobre o governo Dilma, e admite que uma condenação de Ustra no âmbito cível já seria uma quebra do ciclo de impunidade.


O Palácio do Planalto fechou questão em torno do assunto. Entende que cabe ao Executivo implementar apenas parte das ações previstas na condenação da Corte Interamericana, em especial as relativas à busca de corpos, à criação da Comissão da Verdade e à formação dos novos militares em questões relativas a direitos humanos.


Punir penalmente torturadores é uma questão que, na visão do atual governo, cabe exclusivamente ao Judiciário. "Achava que a Presidência da República deveria se pronunciar mais enfaticamente. No entanto, estamos diante de um governo que, todos sabemos, tem um arco de alianças amplo demais. Não o tivesse, o doutor Nelson Jobim não seria ministro da Defesa", cutuca o escritor Alípio Freire.


Em 2008, a família Teles obteve vitória em uma ação no Judiciário na qual o Estado teve de reconhecer o papel de torturador de Ustra. O coronel confirma haver comandado entre 1970 e 1974 o Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), instrumento de repressão instalado em São Paulo e pelo qual grupos de direitos humanos calculam haver passado 700 militantes, com 55 mortes confirmadas.


Criméia de Almeida, uma das autoras da ação que resultou na primeira condenação do coronel, entende que é preciso dar passos adiante levando o militar à prisão. Criméia foi levada ao DOI-Codi em 1972, grávida de sete meses, e torturada por Ustra e seus comandados. Agora, pede que o governo assuma uma posição clara de apoio à condenação. Em primeiro lugar, considera necessário abrir todos os arquivos para que se possa investigar de fato os crimes.
Depois, pensa que se precisa criar uma Comissão da Verdade maior que a prevista atualmente, com mais tempo para apurações e abarcando apenas as violações ocorridas entre 1964 e 1985 – por pressão das Forças Armadas, o projeto atual prevê investigar o período de quase quatro décadas. "Dizer que a Justiça não é uma questão do Executivo é enrolação. Justiça é um conceito muito mais amplo, que não se restringe ao Judiciário. É de toda a sociedade. O Executivo pode encaminhar questões ao Judiciário", critica.


Rede Brasil Atualwww.redebrasilatual.com.br


Por: João Peres, Rede Brasil Atual Publicado em 31/07/2011, 17:33

OS INIMIGOS (Pablo Neruda)



Aqui eles trouxeram os fuzis repletos


de pólvora, eles comandaram o acerbo
extermínio,

eles aqui encontraram um povo que

cantava,

um povo por dever e por amor reunido,

e a delgada menina caiu com a sua bandeira,


e o jovem sorridente girou a seu lado ferido,


e o estupor do povo viu os mortos tombarem


com fúria e dor.


E não, no lugar

 onde tombaram os assassinados,


baixaram as bandeiras para se empaparem do


sangue

para se erguerem de novo diante dos assassinos.






Por estes mortos, nossos mortos,
peço castigo.




Para os que salipicaram a pátria de sangue,
peço castigo.


Para o verdugo que ordenou esta morte,
peço castigo.


Para o traidor que ascendeu sobre o crime,
peço castigo.


Para o que deu a ordem de agonia,
peço castigo.


Para os que defenderam este crime,
peço castigo.


Não quero que me dêem a mão empapada de

nosso sangue.
Peço castigo.


Não vos quero como Embaixadores,


tampouco em casa tranqüilos,


quero ver-vos aqui julgados,


nesta praça, neste lugar.


Quero castigo.


Pablo Neruda


Canto Geral


Tradução de Paulo Mendes Campos


Revista por Maria José de Queiroz


Difel/Difusão Editorial – edição 1979

ESCAVAÇÕES NO ARAGUAIA

Ministra dos Direitos Humanos acompanha escavações no Araguaia

www.bloguedosouza.com

O JULGAMENTO DE USTRA: A MEMÓRIA CONTRA O EXTERMÍNIO

O esquecimento do passado une-se à política do “medo” e da “segurança” para dar continuidade à violência institucional e à “engenharia do extermínio dos pobres”. Por Passa Palavra


Na tarde de ontem, 27/07, deu-se início ao julgamento do processo civil que a família do jornalista Luiz Eduardo Merlino move contra o coronel reformado do Exército Brasileiro, Carlos Alberto Brilhante Ustra. Foi a vez de 6 testemunhas de acusação prestarem seus depoimentos no Fórum [Palácio de Justiça] João Mendes, na capital de São Paulo.






Todas as declarações das testemunhas convocadas confirmaram a tese de que Ustra era a autoridade que ordenava os interrogatórios e o início das torturas que aconteciam nos porões [caves] do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), órgão da ditadura civil-militar de que foi comandante entre outubro de 1969 e dezembro de 1973. Paulo Vannuchi e Leane Ferreira de Almeida, dois dos depoentes, disseram que Ustra participava pessoalmente das sessões de tortura que conduzia.






Merlino era militante do POC (Partido Operário Comunista) e tinha 23 anos quando foi preso sem ordem judicial, em 15 de julho de 1971, na casa de sua mãe, na cidade de Santos. No dia 19 do mesmo mês, a família receberia a notícia de que ele havia se suicidado, atirando-se embaixo de um carro na BR-116. Na verdade, Merlino passou horas sendo torturado no pau-de-arara, até que complicações por conta da gangrena que tivera na perna o levassem a morte. A agonia do jornalista em seus últimos momentos foi presenciada por algumas das testemunhas. Segundo elas, o militante chegou a ser levado ao Hospital do Exército, mas, ao saberem que teriam de amputar-lhe a perna, os torturadores preferiram deixá-lo morrer. Laurindo Junqueira Filho, outra testemunha, disse à juíza que um caminhão atropelou o corpo de Merlino, por diversas vezes, até esquartejá-lo, para dar maior veracidade à versão de suicídio.
O coronel não compareceu ao Tribunal, e as duas advogadas que o representavam não se manifestaram em nenhum momento. Em etapas posteriores, novas testemunhas devem ser ouvidas, mas, a princípio, não há previsão para que o caso seja encerrado.


Um “fio de memória”


Enquanto ocorria a sessão, cerca de 300 pessoas ligadas a movimentos sociais, entidades de direitos humanos e solidárias à família manifestavam-se em frente ao Fórum João Mendes; fato que deixou Ângela Mendes de Almeida, ex-companheira de Merlino, bastante surpresa e entusiasmada. A família deu entrada na primeira ação declaratória em 2008, porém, através de um recurso, acatado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, a defesa do coronel conseguiu que o processo fosse arquivado. Hoje, para Ângela, o próprio fato de esta nova ação estar tramitando representa “um avanço no processo em que estamos vivendo, num momento em que se vive um retrocesso na Comissão da Verdade e Justiça”.


A ação civil declaratória movida contra Ustra não implica pena criminal nem envolve indenização pecuniária. Trata-se de um reconhecimento moral de que existiu de fato um terrorismo de Estado no Brasil, algo que acarreta consequências práticas para os dias de hoje. No entendimento da família do jornalista assassinado e seus apoiadores reunidos no Coletivo Merlino, o silêncio e o esquecimento do passado unem-se à inovada política do “medo” e da “segurança” para dar continuidade à violência institucional e, sobretudo, à “engenharia do extermínio dos pobres”. Para Nicolau Bruno, membro do coletivo, é importante que os grupos contra a tortura e os movimentos sociais “criem uma unidade, criem um fio de memória que ligue as lutas contra a ditadura às lutas contra a violência nas periferias”. Afinal, como fez questão de frisar na fala que encerrou a manifestação, “a luta contra a ditadura era, antes do mais, uma luta anticapitalista”.



Ato contra a impunidade dos crimes de lesa humanidade praticados durante a ditadura militar reuniu entidades de direitos humanos, ex-presas e presos políticos, familiares de desaparecidos e jovens, em frente à 36ª Delegacia, na Rua Tutóia, antigo centro de tortura de São Paulo.
Passa Palavrapassapalavra.info

Ato do DOI-CODI ao Matadouro - 24_08_2008. from Passa Palavra on Vimeo.
28 de Julho de 2011